sábado, 19 de setembro de 2009

EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA!!!!!!

EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA
A sociedade brasileira deveria ter como um de seus pilares a educação de forma estruturada e valorizada, para poder influir diretamente na formação de novos agentes sociais que atuarão decisivamente, para termos cidadãos críticos e conscientes de suas responsabilidades. A educação de uma forma em geral foi desvalorizada e vem sendo sucateada de forma contundente a mais de 40 anos, e neste processo, o ensino superior passou por transformações quase sempre retrógradas, não democráticas e mercantilistas. Diante desta situação, a CONTEE - CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM ESTABELECIMENTOS DE ENSINO - em seu sétimo congresso ( 7° CONATEE ) realizado em São Paulo capital nos dias 28, 29 e 30 de agosto, debateu a mercantilização da educação, principalmente nas instituições de ensino superior - IES. Neste congresso foi gerado um documento que será apresentado a sociedade brasileira denunciando suas preocupações e apontando soluções.
Embora no governo Lula, tenha ocorrido avanços nas propostas educacionais, a dicotomia e as contradições imperam em suas propostas, muito por ser um governo de coalizão onde acaba por agregar setores educacionais diversos, principalmente com a participação direta dos patrões, ou seja, empresários da educação.
Entende - se como requisito fundamental para o bom desenvolvimento educacional o princípio da educação. Nas IES, estas dicotomias crescem e acabam por gerar uma preocupação alarmante. De fato, possuímos um ensino superior desestruturado e defasado com difícil acassibilidade, pois mesmo com o processo de interiorização das universidades públicas e a criação de novas vagas, o número ainda é pequeno, principalmente para as camadas mais pobres do Brasil. Na ânsia de atender esta necessidade, ocorre um crescimento desenfreado e sem controle das IES privadas. muitas destas visão apenas o lucro, não se preocupando com projetos políticos - pedagógicos e com a necessidade que caminhem juntos o ensino, pesquisa e extensão. outro problema que acontece com as IES, passa pela desnacionalização do ensino superior. Recentemente a organização mundial do comércio ( OMC) reconheceu as IES como área atrativa para investimentos, dessa forma estas instituições começaram a negociar suas ações nas bolsas de valores, visando garar lucros rapidamente.
A visão de se ter formação profissional, produção de conhecimento, desenvolvimento de um projeto político - pedagógico e desenvolvimento de ciência e tecnologia ficou em segundo plano. O mais sério é que estas IES desrespeitam a própria LDB - que afirma a necessidade de se ter universidades pluridisciplinares na formação dos profissionais, valorização da pesquisa e extensão, além da produção intelectual institucionalizada. As IES privadas tiveram 10 anos para se adaptarem a LDB, mais o que se viu foi um processo de desestruturação e busca da mercantilização do ensino. Isto gerou os chamado conglomerados educacionais como os grupos Anhanguera - Morumbi e a rede Króton educacional, gerando assim muito lucro e oligopólio, pois este setor já é o sexto colocado na economia brasileira. Para fazer valer suas intenções, usam de mecanismos capitalistas desde a repressão aos movimentos políticos das entidades sindicais - por sinal, os professores que aderem a estes tipos de movimentos, são perseguidos politicamente - até os descumprimentos de direitos trabalhistas, o que acaba por se constatar que a base da educação, que é o professor, mais uma vez fica em segundo plano.
Desta forma a CONTEE em seu congresso propõe mudanças avançadas para um desenvolvimento educacional forte e consistente. Dentre alguns pontos destacam - se: a regulamentação do ensino privado; liberdade de organização dos estudantes, técnicos - administrativos e professores; avaliações internas - implementação completa do SINAES; gestão democrática; valorização da carreira docente ( regime de tempo integral com dedicação exclusiva, 1/3 do quadro efetivo das IES e mais 2/3 com regimes de trinta ou vinte horas semanais); manutenção e expansão dos direitos trabalhistas, previdenciário, sociais e sindicais; o fim dos centros universitários; democratização do acesso aos grupos sociais que sempre foram excluídos. ; entre outros. Assim formaremos um ensino superior justo, acessível, democrático e com valorização profissional, o que proporcionará a formação de uma sociedade mais integrada e consciente de seu papel na sociedade.
LEMBREM - SE: EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA!!!!

2 comentários:

  1. Graaande Fabão!

    "Uma idéia na cabeça e crie seu blog!". Muito boa a sua iniciativa.
    Sou de seus seguidores.

    visita meu meu blog:

    www.notasaomundo.blogspot.com

    Abração

    Bruno

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  2. Fabão,

    Grande iniciativa cara...

    Quando puder faz uma visita ao meu blog:

    edson-tenorio.blogspot.com

    Falta atualização, mas ainda tá no ar...

    Abraços cara

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