sábado, 26 de setembro de 2009

Professor: profissão explorada!!!!

O século XXI surgiu causando dúvidas a cerca dos rumos que o mundo está tomando. Suas macro – estruturas ( economia, política, cultura e sociedade) passam por contradições, em função das incertezas e dicotomias do “homem”, que vive em sociedade, mais por causa do capital individualiza e acirra a busca por postos de trabalho. Neste mundo globalizado e de intensa velocidade de produção tecnológica, ocasiona uma conseqüente exploração dos trabalhadores em especial – os professores - que passam por salários medíocres e descumprimentos dos direitos trabalhistas por parte do patronato. No universo da educação as complicações deste mundo capitalista e tecnológico aumentam, pois a visão é mercadológica, passando pela desvalorização do professor e uma conseqüente má formação de agentes sociais que acabam por proporcionar uma sociedade excludente e sem valores morais.
A exploração desenfreada que sofre o professor, vem ocasionando sérios problemas em diversas situações que passam pelos descumprimentos da CLT e das CCT’S. Mais este tipo de opressão do patrão em busca da mas valia não discorre só pelo descumprimentos já citados, mais também pelo assédio – moral no trabalho a partir do abuso de poder do patrão. Este quadro piora, no momento em que a sociedade deposita no professor a solução e a responsabilidade única de educar os jovens brasileiros. Toda esta pressão traz conseqüências sérias na saúde do professor que vai desde problemas psicológicos ao desenvolvimento de doenças sérias como a hipertensão e os problemas cardíacos, passando pelo “stress”. Toda esta situação nos faz refletir sobre a situação deste profissional da educação, suscitando vários debates para se chegar a conclusões e soluções para melhorar a vida sócio – profissional do professor.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dicas de Leitura!!!!

Segue abaixo, dicas de leituras agradáveis sempre usando temáticas de história, política, sociedade, cultura e áreas afins.
  • As duas Argentinas de Emanuel da Veiga, Série Princípios, Ed. Ática, trata de uma Argentina pouco abordada nos meios acadêmicos e políticos. Uma Argentina que no final do séc. XVIII, assumia um posto importante entre as nações da América Latina. Isto ocorrido em função da crise da mineração e do avanço do liberalismo a partir de uma dura luta interna que faz surgir enfim uma nova Argentina.
  • Manuscritos Econômicos - Filosóficos de Karl Marx - Ed. Martin Claret. Grande pensador e filósofo de ideais revolucionários, Marx foi autor de clássicos que são lidos e discutidos até hoje. dentre estes: O Capital. O livro aqui indicado - Manuscritos econômicos - filosóficos - é uma clássico da literatura política e econômica, em sua maioria foi escrito por Marx na sua juventude, abordando temas bastante polêmicos como a religião na Alemanha, observado neste trecho de sua obra em questão: " ...o homem faz a religião; a religião não faz o homem. Relata assim, a dependência emocional que o homem tem em relação a religião, principalmente na Alemanha. Também trabalha neste livro com duras críticas ao domínio do capital sobre o trabalho, o acumulo de capitais, concorrências entre capitalistas, a propriedade privada, entre outros.
  • A Era das Revoluções (1789 - 1848 ) de Eric J. Hobsbawn, Ed. Paz e Terra, é um dos clássicos escritos por Hobsbawn. Este livro faz parte de sua coletânea ( Era do Capital, Era dos Impérios e Era dos Extremos ). Era das Revoluções, aborda duas grandes revoluções na história da humanidade: Revolução Francesa e Industrial que transformaram o mundo para sempre. Uma de cunho ideológico que abriu caminho para uma nova análise da filosofia, religião, as artes... e a outra fortaleceu e consolidou um sistema que perdura até hoje, que é o capitalismo. Assim, determina suas análises no surgimento do poderio dos países capitalistas.

sábado, 19 de setembro de 2009

EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA!!!!!!

EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA
A sociedade brasileira deveria ter como um de seus pilares a educação de forma estruturada e valorizada, para poder influir diretamente na formação de novos agentes sociais que atuarão decisivamente, para termos cidadãos críticos e conscientes de suas responsabilidades. A educação de uma forma em geral foi desvalorizada e vem sendo sucateada de forma contundente a mais de 40 anos, e neste processo, o ensino superior passou por transformações quase sempre retrógradas, não democráticas e mercantilistas. Diante desta situação, a CONTEE - CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM ESTABELECIMENTOS DE ENSINO - em seu sétimo congresso ( 7° CONATEE ) realizado em São Paulo capital nos dias 28, 29 e 30 de agosto, debateu a mercantilização da educação, principalmente nas instituições de ensino superior - IES. Neste congresso foi gerado um documento que será apresentado a sociedade brasileira denunciando suas preocupações e apontando soluções.
Embora no governo Lula, tenha ocorrido avanços nas propostas educacionais, a dicotomia e as contradições imperam em suas propostas, muito por ser um governo de coalizão onde acaba por agregar setores educacionais diversos, principalmente com a participação direta dos patrões, ou seja, empresários da educação.
Entende - se como requisito fundamental para o bom desenvolvimento educacional o princípio da educação. Nas IES, estas dicotomias crescem e acabam por gerar uma preocupação alarmante. De fato, possuímos um ensino superior desestruturado e defasado com difícil acassibilidade, pois mesmo com o processo de interiorização das universidades públicas e a criação de novas vagas, o número ainda é pequeno, principalmente para as camadas mais pobres do Brasil. Na ânsia de atender esta necessidade, ocorre um crescimento desenfreado e sem controle das IES privadas. muitas destas visão apenas o lucro, não se preocupando com projetos políticos - pedagógicos e com a necessidade que caminhem juntos o ensino, pesquisa e extensão. outro problema que acontece com as IES, passa pela desnacionalização do ensino superior. Recentemente a organização mundial do comércio ( OMC) reconheceu as IES como área atrativa para investimentos, dessa forma estas instituições começaram a negociar suas ações nas bolsas de valores, visando garar lucros rapidamente.
A visão de se ter formação profissional, produção de conhecimento, desenvolvimento de um projeto político - pedagógico e desenvolvimento de ciência e tecnologia ficou em segundo plano. O mais sério é que estas IES desrespeitam a própria LDB - que afirma a necessidade de se ter universidades pluridisciplinares na formação dos profissionais, valorização da pesquisa e extensão, além da produção intelectual institucionalizada. As IES privadas tiveram 10 anos para se adaptarem a LDB, mais o que se viu foi um processo de desestruturação e busca da mercantilização do ensino. Isto gerou os chamado conglomerados educacionais como os grupos Anhanguera - Morumbi e a rede Króton educacional, gerando assim muito lucro e oligopólio, pois este setor já é o sexto colocado na economia brasileira. Para fazer valer suas intenções, usam de mecanismos capitalistas desde a repressão aos movimentos políticos das entidades sindicais - por sinal, os professores que aderem a estes tipos de movimentos, são perseguidos politicamente - até os descumprimentos de direitos trabalhistas, o que acaba por se constatar que a base da educação, que é o professor, mais uma vez fica em segundo plano.
Desta forma a CONTEE em seu congresso propõe mudanças avançadas para um desenvolvimento educacional forte e consistente. Dentre alguns pontos destacam - se: a regulamentação do ensino privado; liberdade de organização dos estudantes, técnicos - administrativos e professores; avaliações internas - implementação completa do SINAES; gestão democrática; valorização da carreira docente ( regime de tempo integral com dedicação exclusiva, 1/3 do quadro efetivo das IES e mais 2/3 com regimes de trinta ou vinte horas semanais); manutenção e expansão dos direitos trabalhistas, previdenciário, sociais e sindicais; o fim dos centros universitários; democratização do acesso aos grupos sociais que sempre foram excluídos. ; entre outros. Assim formaremos um ensino superior justo, acessível, democrático e com valorização profissional, o que proporcionará a formação de uma sociedade mais integrada e consciente de seu papel na sociedade.
LEMBREM - SE: EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA!!!!